No início do ano, foi São Paulo. No começo de abril, o Rio de Janeiro. Em seguida, foram a Bahia e Sergipe. E agora, as enchentes desabrigam milhares de brasileiros no Paraná e em Santa Catarina.
Em Caçador, no meio-oeste do estado, choveu em seis dias mais do que o dobro do volume esperado para todo o mês de abril.
O Rio do Peixe subiu oito metros e tirou de casa 2,5 mil pessoas, entre elas 14 velhinhos de um lar de idosos.
Parte da população de Joinville, maior cidade de Santa Catarina, também ficou isolada. No oeste do estado, em Chapecó, muitas famílias amanheceram com as casas alagadas. Um deslizamento em Lages, na serra catarinense, deixou o trânsito em meia-pista na BR-116.
Em Blumenau, a situação é de emergência. Cinco dias de chuva constante fizeram o Rio Itajaí-Açú subir oito metros e meio e alagar as primeiras ruas, nas áreas mais baixas.
Castigada por tantas enchentes, Blumenau já desenvolveu há um bom tempo um eficiente sistema de medição do nível do Rio Itajaí-Açú.
Graças a ele, a Defesa Civil sabe, exatamente, as ruas que vão ser alagadas a cada centímetro que o rio sobe. Assim é possível alertar as famílias para que elas possam salvar seus pertences.
Foi o caso da família Becker. “Ainda bem que a gente só pega água. E quem pega barranco, deslizamento? Isso é triste”, afirmou a comerciante Catarina Becker.
O funcionário público Osni Barbosa da Silva tratou de ajudar os vizinhos. “Essa canoa da defesa Civil sempre fica na rua à disposição da comunidade e eu sou voluntário”.
No Paraná, a chuva dos últimos dias atingiu 34 municípios. Dez mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas em todo o estado.
Tanta água aumentou o volume do Rio Iguaçu. A vazão das cataratas está oito vezes acima do normal. Por medida de segurança, um trecho das passarelas foi interditado.
No fim da tarde, em Santa Catarina, a barragem de Taió, no Vale do Itajaí, transbordou, mesmo com três das sete comportas abertas.
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