sexta-feira, 19 de março de 2010

Médicos brigam durante parto e bebê morre

No Mato Grosso do Sul, uma história triste e inacreditável aconteceu. Durante o parto de um bebê, dois médicos, o doutor Orozimbo de Oliveira e o doutor Sinomar Ricardo começaram a brigar.

A mãe do bebê, Gislaine Rodrigues, disse que teve uma gestação saudável e que tudo havia corrido bem durante os oito meses da gravidez.

O bebê não resistiu e morreu enquanto os dois médicos trocavam socos na sala de parto.

Quando entrou no hospital de Ivinhema, Gislaine foi levada para uma sala de parto, o médico dela, Orozimbo de Oliveira, acompanhava a gestante. O outro médico, Sinomar Ricardo, chefe do plantão, achou errado que o parto fosse feito por Orozimbo, que não estava no plantão, e pediu ao obstetra que parasse de atender Gislaine. Aí começou a briga. Os médicos se agrediram fisicamente até serem separados pela equipe de segurança do hospital.
Outro cirurgião, o médico Humberto Ferraz, foi chamado para continuar o parto e relatou que Gislaine estava muito nervosa, estressada e sentia muita dor.

A cesariana foi feita, mas a criança não resistiu. Tanta alegria e tanto cuidado acabaram em desilusão. Gislaine e o pai do bebê Gilberto Cabreira voltaram para casa sem a filha.

O Conselho Regional de Medicina vai apurar se houve falha no atendimento. A polícia também vai investigar o caso, um inquérito já foi aberto. Os médicos envolvidos na briga foram demitidos e vão prestar depoimento.
Trata-se de um crime de aborto doloso de forma eventual, em que os médicos parecem não ter se importado que aquela briga, aquela situação poderia levar ao óbito.O processo no Conselho Regional de Medicina pode levar até seis meses para ser concluído, mas o que chamou a atenção do país foi à briga. Quem começou?

Um acusa o outro de erro no procedimento do parto e de iniciar a briga. Agora, só as investigações poderão identificar o possível erro, mas nada justifica a briga de dois médicos que juraram salvar vidas e não tirar vidas, brigarem durante um parto de um bebê saudável. Faltou companheirismo, união, tolerância, pelo menos naquele momento, afinal eles estavam lidando com vidas, com pessoas, com sentimentos, algo muito precioso, muito valioso.

O mínimo que deve acontecer com estes médicos é a punição justa pelos seus atos. Médicos que não se importam com um bebê que está preste a nascer merecem continuar atendendo?

A família ao voltar para casa sem a filha sente a dor da perda de uma criança esperada com tanta ansiedade e até a conclusão das investigações não pode fazer nada além de se lamentar. Esta família ou qualquer pessoa merece passar por uma situação desta?
por BRENDA KAROLINE

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