
Está começando agora a geração de bebês geneticamente modificados.Alguns pais procuram uma clínica de reprodução assistida, onde se submetem a uma fertilização in vitro com o objetivo de selecionar um embrião que não contenha a mutação do gene que favorece à doenças, principalmente hereditárias.
O diagnóstico genético de pré-implantação de embriões é o DGPI. A sigla representa um conjunto de tecnologias para detectar genes cujas formas alteradas são responsáveis pelo aparecimento de desordens - como a doença de Huntington e a fibrose cística - ou identificar anomalias cromossômicas como a que causa a síndrome de Down, entre outras centenas de enfermidades. Em sua maioria, são doenças raras, graves e que podem ser fatais ou, no mínimo, debilitadoras.
Apesar dessa nova possibilidade de reprodução contribuir para a redução de doenças, o risco de, no atual estágio das pesquisas, o procedimento dar errado, ainda é grande.
Enquanto serve para livrar as crianças de doenças e anomalias, a utilização do DGPI é pouco questionável. Por outro lado, essa abertura da porta da customização para diversas direções pode roubar a quase unanimidade de uma técnica que nasceu para salvar vidas ou, no mínimo, torná-las mais saudáveis.
Para os cientistas, esse lado mais "nobre" é apenas o começo das possibilidades abertas pelas novas técnicas de reprodução assistida. Hoje, já é possível escolher o sexo do bebê. E, em alguns anos, acredita-se que os pais também terão a chance de decidir, por exemplo, a altura, a cor dos olhos, as linhas do nariz de seus filhos, o grau de inteligência, além da orientação sexual dos bebês. Serão crianças feitas sob medida, ao gosto dos clientes, no caso, os próprios pais. Esses bebês ainda não nasceram, mas já têm nome: são os “designers babies", ou bebês de designer.
Essas possibilidades vão depender de os cientistas identificarem genes específicos que atuem no aparecimento desses traços.
Embora ainda em estágio embrionário, a discussão sobre as possibilidades de moldar um bebê ao gosto do freguês já começou. De um lado, os cientistas acenam com um mundo menos doente. Do outro, críticos questionam se não vamos caminhar para a eugenia, ou uma sociedade formada por super-homens feitos em série.
O avanço das tecnologias contribui muito para o crescimento e desenvolvimento de nossas vidas. Quando um gene é geneticamente modificado para diminuir as chances de uma criança apresentar doenças, consideradas raras, graves ou até fatais, ou o fato de gerar um filho geneticamente modificado para salvar outro, surge à grande importância dos avanços tecnológicos nas nossas vidas, mas a criação de bebês sob medidas já não é, a meu ver, necessária.
Ao planejar uma criança para ser perfeita, os pais estão querendo uma coisa considerada impossível, pois ninguém é perfeito e nem consegue viver assim. Além disso, ao fazer bebês sob medidas, as crianças estão sendo comparadas a produtos e não estão sendo consideradas presentes divinos, ou bênçãos segundo a religião.
Gerar uma criança “comprada” é diferente de gerar uma criança natural, que irá apresentar características semelhantes as dos pais.
A surpresa de não saber como o seu filho irá ser e ajudá-lo ao longo do seu crescimento a desenvolver as suas próprias habilidades, segundo algumas mães, é uma experiência inexplicável, e muito gratificante.
Cada criança é única e a produção de crianças perfeitas irá acabar ou reduzir drasticamente esta característica própria que diferencia cada pessoa.
Tornando os bebês praticamente iguais, a pressão, a cobrança sofrida por eles pela sociedade e por seus próprios pais, será muito grande. E qual pessoa agüenta muita pressão? Nenhuma!
Sendo assim, até onde vai o nosso direito de fazer escolhas que vão afetar a vida de outros seres humanos?
por BRENDA KAROLINE
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